Enquanto pessoa cega, não acredito em devaneios

Há mais de 20 dias fui vítima de um golpe no interior da Caixa Econômica Federal, número 2004, Areolino de Abreu. Registrei o B.O no primeiro distrito policial e ao longo desse tempo tenho tentado prestar depoimento à polícia judiciária.

Lamentavelmente, não tenho tido êxito, sendo aconselhado pelos policiais a retornar em outras ocasiões em virtude da grande demanda de vítimas dos mais variados golpes bancários ocorridos todos os dias na capital do Piauí

Há uma semana, por volta das 10 horas da manhã, havia um número gigantesco de vítimas de um pseudo investimento financeiro que oferecia valores como empréstimos, sendo necessário que o cliente depositasse valores na conta dos falsários, por exemplo: para receber 50 mil reais seria necessário uma caução de 5 mil reais e por aí vai a oferta milagrosa, criminosa e enganadora.

É óbvio que o cidadão que necessita de um dinheiro emprestado não vai, em hipótese alguma, efetuar pagamentos para receber o crédito. O que é lastimável é que esse e outros golpes são aplicados diariamente em incautos, desinformados e descuidados com seus próprios recursos financeiros. Esses indivíduos estão todos os dias operando nos interiores dos bancos, principalmente nos setores de atendimento automático, que se oferecem como intermediários para ajudar os clientes do banco identificando-se como funcionário da instituição.

Tenho em minhas mãos um parecer do setor financeiro da Caixa Econômica, quando o autor da expedição desse documento asseverou que eu fui vítima do golpe “falso gerente”, veja só a gravidade dessa informação, esses bandidos são conhecidos por seguranças, funcionários, clientes, comerciantes nas portas dos bancos e outros.

À título de curiosidade, perguntei à um policial civil porque a omissão, negligência e conivência com o fato, a resposta veio como um raio: é que eles fogem do flagrante e quando retornam, prosseguem com as ações delituosas de forma impune. 

Eu advogo que fosse criado um banco de dados com as fotos das imagens desses indivíduos que estão gravadas no sistema de câmeras dos bancos. Tenho convicção que amenizaria bastante a volúpia desses estelionatários, o que não é possível é a permanência desses criminosos fazendo vítimas de forma aviltante, contínua e criminosa. Com a palavra, responsáveis pela segurança do estado do Piauí,como também as instituições que cuidam da pessoa idosa, pessoa com algum tipo de deficiência e mulheres desacompanhadas que são vítimas em potenciais desses bandos.

Tenho agendado para amanhã, depoimento que vem se arrastando há mais de 20 dias. Como a Caixa Econômica se exime de qualquer tipo de responsabilidade, irei ajuizar ação para ter o ressarcimento dos valores que me foram subtraídos indevidamente.

Não posso compactuar nem tampouco calar-me com tamanha injustiça, o governador do Piauí alardeia aos quatro cantos do Brasil que a segurança desse estado é a melhor do país, tenho dificuldade em acreditar nessa conversa de malandro para delegado.

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Jornalista Carlos Amorim
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