No início de 2025 o senador Davi Alcolumbre, Presidente do Congresso Nacional assumiu compromisso publicamente que no segundo semestre colocaria em votação a legalização dos jogos no Brasil que está proibido desde 1946 pelo presidente militar e ditador Eurico Gaspar Dutra, que obedecendo determinação da sua esposa, de uma canetada só extinguiu essa atividade no Brasil causando gigantescos prejuízos ao Rio de Janeiro, em virtude da imediata devastação do Cassino da Urca, atração de repercussão mundial com deslumbrantes shows que movimentava milhões diariamente.
É importante informar que a causa que levou o presidente do Brasil promover essa estupidez, consistiu no apelo da sua mulher em prol do resgate dos maridos de suas colegas que não frequentavam uma certa denominação religiosa. Voltando a conversa do Alcolumbre, que adiou a votação desse importante projeto para após recesso do meio do ano, no dia determinado faltando menos de uma hora para decisão dos congressistas, o presidente impediu a votação com o argumento esdrúxulo que a complexidade da matéria merecia ser debatido por todos os membros do senado, que na ocasião estavam em missão fora do Brasil, apesar de haver quórum como determina a legislação, o presidente por experiência própria vaticinou em sua entranhas que naquela ocasião o jogo no Brasil seria aprovado.
A pergunta que faço é simples, a quem interessa a ilegalidade dos jogos no Brasil? Durante todo o debate e crítica de opositores dessa matéria que diga-se de passagem é a minoria, percebi o desenvolvimento de muita hipocrisia e demagogia com argumentos que desmoralizam a República Federativa do Brasil, quando declinaram um leque de instituições públicas e privadas que bancam jogos com movimentação financeira significativa e que contribuem com mais da metade em forma de recolhimento de impostos para o desenvolvimento do Brasil, por exemplo:
As onze loterias bancadas pela Caixa Econômica Federal, corridas de cavalos que também movimentam verdadeiras fábulas econômicas financeiras que possuem legalidade através do CNPJ, transmissões dos eventos via satélites para centenas de lojas de apostas em todo Brasil, bingos, loterias estaduais e etc., também movimentam milhões de reais empregando números gigantescos de pais e mães de famílias tem seus sorteios semanais transmitidos por redes de televisões, rádios e internet para alcançar o apostador.
O Jogo de bicho, cultura nacional criado por Barão de Drummond, com o objetivo de arrecadar recursos para manter o jardim zoológico no Rio de Janeiro começou como atração semanal, quando aquela inocente inovação foi tomando corpo e se transformou nos dias atuais em gigantesco empreendimento nacional, em todas as esquinas, praças, logradouros e etc., tem um profissional escrevendo a invenção de Drummond, em suas várias e específicas modalidades indo do grupo 1-avestruz ao número 25-vaca, sendo os milhares compostos por quatro números que são 0001 a 10.0000. Com essas fórmulas são os bicheiros e cambistas encarregados de distribuírem muito dinheiro em forma de corrupção para os mais variados segmentos profissionais oficiais do Brasil, toda essa operacionalidade tem reconhecimento de todos brasileiros dos mais simples ao de categoria clássica desse território de mãe preta e pai João.
Residi 26 anos na cidade do Rio de Janeiro, como bom brasileiro sempre fiz minha fezinha na loteria para todos, não sei se existe alguma instituição de mais credibilidade no Brasil como o jogo de bicho, com uma simples pule sem qualquer certificação de garantias das instituições brasileiras, o apostador sem a mínima sombra de dúvida recebe centavo a centavo o que lhe é devido por prêmio contemplado.
Lembro-me perfeita e nitidamente que naquela área do centro da cidade maravilhosa envolvendo Central do Brasil, Candelária, Carioca, Cinelândia, Lapa, Estácio e Cruz Vermelha são logradouros efervescentes de jogadores ávidos em amealhar a garantia do shop nas tarde e noites cariocas. No panfleto contendo o resultado das extrações continha no verso a imagem e o número de candidatos concorrentes ao pleito eleitoral administrado pelo TRE, portanto é importante separar o joio do trigo e conhecermos quem são os verdadeiros opositores da legalidade do jogo e os mentirosos que tiram proveito do quanto pior melhor mantendo intocável suas ações criminosas em um verdadeiro morde e assopra.
Aos meus 74 anos de idade, há 40 anos pessoa cega não tenho nenhum receio em dar essas informações a população brasileira que por motivos que me fogem as convicções continuam acreditando nessa corja que cada dia que passa tornam-se amealhadora de vultosos recursos para enriquecimento ilícito fazendo a cabeça de incautos, idiotas e ignorantes que continuam fiéis a permanência de mandatos eternos desses vendilhões de ilusões.
Carlos Amorim, Jornalista DRT 2081/PI



