Meu dia de besta aconteceu

Dois de janeiro de 2026, sexta-feira, primeiro dia útil do ano. Saí de minha residência com as atividades da minha vida diária memorizadas, estabelecidas previamente.

Um episódio contrariou de forma brutal minhas expectativas para o dia, vejamos. 6h40 da manhã cheguei ao ponto de ônibus da linha 610 que fica localizado na esquina das ruas Dota de Oliveira e Cavour de Miranda, no bairro Monte Castelo. Em virtude que a secretária do lar, por motivos superiores, avisou a impossibilidade de se fazer presente no horário da manhã, a solução foi fazer o desjejum na padaria enquanto aguardava a chegada do coletivo.

Embora o horário previsto do ônibus seja 7h30 ele veio adiantado, às 7h22. Fui avisado por terceiros da chegada do ônibus, mas, por nenhum motivo eu interromperia aquele agradável café da manhã. Após todo esse aspecto, tomei um táxi com destino à uma oficina eletrônica localizada na rua Lisandro Nogueira, que estava fechada

Segui na mesma rua em direção à Lan House do Paulinho da Força, também estabelecimento fechado. Fui à Caixa Econômica, agência 204, com o objetivo de fazer um saque no caixa eletrônico, operação realizada com sucesso no valor de 1 mil reais. Lamentavelmente, fui roubado por um golpista que, usando de todas as artimanhas invejáveis aos gângsteres americanos, conseguiu sacar na Agência Conselheiro Saraiva da Caixa Econômica, o valor de 950 reais. Como tentou outras operações, o sistema bloqueou o cartão.

O cômico desta história é que não sei como ele conseguiu a minha senha de número 1340, imagino ter sido no momento que passei a mesma à funcionária da Caixa Econômica, que fez a primeira operação e, neste instante, alguém tenha a copiado e evidentemente a utilizado posteriormente.

Minha decepção para comigo mesmo é revoltante, em virtude que sou um homem acostumado a viajar e fui capaz de cair em um golpe inacreditável. Lamentavelmente, para que esse fato aconteça, existe a cumplicidade, acomodação, conivência, omissão e outros, dos agentes do Estado Brasileiro, poderes, autarquias, instituições, ministério público estadual, procuradoria da república, polícia federal, polícia estadual e polícia judiciária.

A grandeza de ataques à pessoas vulneráveis, pessoas idosas com algum tipo de deficiência, gestantes, incautos e desinformados são alvos fáceis de ações do banditismo.

Conversando com a funcionária da Caixa Econômica, fui informado que a segurança da Rede Bancária Brasileira, por determinação da Febraban e outras organizações, assegura aos seguranças bancários que suas atribuições são eminentemente à partir da porta giratória para o interior da agência.

No saguão, onde são estabelecidos os caixas automáticos, são eivados de ladrões, estelionatários, punguistas, golpistas e assaltantes, todos de olhos arregalados para todos os movimentos de procedimentos, movimentação nos caixas eletrônicos, sendo alvo principal os mais vulneráveis.

Outra situação que me causou perplexidade refere-se às informações de um agente da Polícia Civil do Piauí ao declinar que, o fato que fui registrar B.O acontece dezenas de vezes diariamente. Que os bandidos são velhos conhecidos de todos, mas continuam infiltrados dentre os clientes no interior das agências.

Já que temos todas essas informações explicitamente seguradas, seria importante que as autoridades policiais produzissem um banco de dados com as imagens captadas pelo sistema de câmeras das agências, para que fosse identificado de imediato a presença desses nocivos indivíduos pela segurança dos estabelecimentos.

Tenho absoluta certeza que esse tipo de providência sendo tomada, colocaria boa parte desses bandidos na cadeia, evitando assim, transtornos, constrangimentos, prejuízos financeiros e desgaste emocional aos correntistas dos bancos de Teresina, do Piauí e do Brasil.

Percebo também a necessidade de fiscalização enérgica no momento das pessoas adentrarem aos estabelecimentos bancários, como indagar, perguntar e exigir às pessoas quais tipos de movimentação irão fazer, inclusive solicitando a exibição do cartão bancário. Tenho convicção que com essas providências tomadas, muitos crimes promovidos por estelionatários deixariam de acontecer.

Conversando com a minha mãe à respeito dos estúpidos fatos que fui vítima, ela, com a experiência de 97 anos, cunhou a seguinte frase: “Meu filho, araruta tem o seu dia de mingau”. Calei-me e saí contagiado com essa criatividade da dona Daica.

 

Carlos Amorim – DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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