Nada sobre nós sem nós

Nesta última matéria para o ano de 2025, parabenizo o Sistema de Comunicação Rádio e TV Assembléia, na pessoa do jornalista Chico Costa que apresenta, em vários horários, o programa denominado ‘Ver, ouvir e sentir’. Eu mesmo já consegui algumas entrevistas à esses veículos, havendo uma repercussão imensa dos temas abordados.

O Brasil é signatário da Convenção da ONU, havendo importantes legislações das três esferas de governo que asseguram garantias de direitos ao contingente de pessoas com algum tipo de deficiência. Lamentavelmente, os detentores de concessões públicas de Rádio e Televisão insistem em não divulgar, propagar e massificar esses ditames legalmente constituídos.

No Piauí, dois sistemas são exemplos para o Brasil de exercício de cidadania voltados com atenção única à prestação de serviços a serem levados ao conhecimento da opinião pública como matéria educativa, de forma a conscientizar, informar, educar e politizar a sociedade a conhecer a forma legal, ideal e inclusiva de como lidar com a pessoa que detém algum tipo de deficiência. Cito, com muito orgulho, vaidade e responsabilidade, os veículos mencionados anteriormente e a Rádio Capital FM 87.7, de propriedade do empresário Aroldo Francisco e Dra. Jéssica Braga, que disponibilizaram na grade da programação da emissora, no decorrer de sua existência com pouco mais de três anos, oportunidades a quatro pessoas com algum tipo de deficiência, inclusive este jornalista que se manifesta, algo excepcional para o Brasil, quando esse segmento dificulta, no mais alto grau superlativo, a contratação e oportunização à pessoas desse contingente. 

Permanentemente alijadas dos seus direitos, em conformidade com os péssimos exemplos que vivenciamos cotidianamente; ausência de compromissos dos poderes constituídos brasileiros, autarquias, secretarias e autoridades afins.

Portanto, não posso ficar ausente de reconhecer o trabalho do jornalista Chico Costa, popularmente conhecido como o filho da dona Madalena, pessoa com deficiência visual que, a duras custas, conseguiu graduar-se em alguns cursos de nível superior. É um profissional concursado e contratado pelo sistema da Assembléia Legislativa do Estado do Piauí.

A sociedade, estupidamente desinformada, imagina que o fato de uma pessoa cega conquistar espaço profissional semelhante ao que declino nesta matéria, é favor de alguém. Sou terminantemente contrário a esse tipo de procedimento, em virtude que nada é por acaso, não existe almoço de graça. A primazia de tudo, refere-se à competência, vasto conhecimento, muita dedicação e esforço despendidos, debruçado em leituras diuturnas de livros exaustivamente folheados. Aí está o segredo do sucesso.

Outra questão que me envaidece ao ouvir o programa do Chico Costa, é o rigor que ele impõe aos temas legalmente constituídos, debatidos, votados e aprovados por 193 países que realizaram a redação da Convenção da ONU realizada em Salamanca, na Espanha, em 1976, abolindo de uma vez por todas os tais dos termos chulos, por exemplo: portador de deficiência, portador de necessidades especiais, o ceguinho, o doidinho, o aleijadinho, o cadeirante. Como também os irresponsáveis âncoras de televisão que declinam “O número do telefone, e-mail, endereço, estão no vídeo do televisor.”

Esse pobre diabo está excluindo a informação à imenso número de pessoas exclusivamente com deficiência visual, em virtude que somos também consumidores. No comando do jornalista Chico Costa, havendo um despautério deste nível, ele gentilmente corrige a verbalização e informa a denominação correta em conformidade com o texto da Convenção da ONU, ratificado na Carta Magna Brasileira, como que tenha sido lei brasileira debatida, discutida, votada e aprovada no Congresso Nacional.

Portanto, deixo nesta oportunidade, meu carinho, amizade e admiração ao meu amigo Chico Costa pelo trabalho excelente que desenvolve para conscientizar a sociedade teresinense, piauiense e brasileira, como também o sistema de comunicação de concessão pública pertencente à Assembléia Legislativa.

Feliz Ano 2026 à todo o contingente que forma essa grande instituição piauiense.

 

Carlos Amorim – DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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