Nos últimos dias tenho ouvido alguns despautérios a cultura retrógrada dos antecessores da fundação da Associação dos Cegos do Piauí-Acep, verbalizações e conceitos esdrúxulos e estúpidos, até compreensível lá nos primórdios dos anos 60, mas na atualidade não é mais plausível, nem tão pouco aceitável algumas denominações e adjetivos como essas que declino:
“A Acep veio para resgatar sucatas humanas; Os cegos são parte da sociedade; Mais perdido que cego em tiroteio; O pior cego é aquele que não quer ver; Em terra de cego quem tem um olho é rei; Portador de deficiência; Portador de necessidades especiais” e outros. Esses adjetivos são praticados diariamente em qualquer lugar e em todas as oportunidades que membros da diretoria dos cegos do Piauí se manifestam publicamente. Entendo esse procedimento como prejudicial a própria entidade e seus membros, deseducando a sociedade e submetendo a toda comunidade de pessoas cegas a constrangimentos inomináveis.
É importante que lembremos a existência de indivíduos nocivos prejudiciais a inclusão dessas pessoas como forma de exclui-las da sociedade perante a opinião pública, enquanto aceitam equívocos, erros e subterfúgios para depreciar, humilhar, constranger e descredenciar o incauto e ignorante que segue, sendo usado através de projetos ludibriadores e criminosos, como é o caso do famigerado programa denominado “cegos que enxergam”, absolutamente contraditório ao que determina a convenção da ONU realizada em Salamanca na Espanha, cujo texto ratificado na constituição brasileira é rasgado a cada manifestação, eivada de desatinos, irresponsabilidades e descompromissos, havendo a conivência da rádio Pioneira de Teresina e do gerente de plantão Dílson Tavares. Há um texto bíblico que assevera, “um cego guiado por outro, ambos cairão no abismo”, entendo a maledicência do gerente em tirar proveito desses pobres coitados.
Ouvi uma entrevista do Secretário para Inclusão da Pessoa com Deficiência do Piauí (Seid), Mauro Eduardo, declinar de forma exuberante, feliz e realizado que o parecer solicitado pelo governador ao conselho presidido por ele, derrotou de 12 a 2 um Projeto de Lei, debatido, votado e aprovado na Assembleia Legislativa, para que fosse vetado pelo governador Rafael Fonteles. O cômico de todo esse episódio é que o Mauro Eduardo, embromou o tempo todo e não informou o mérito do objeto em baila, entendi tratar de uma velha prática de políticos safados dos anos 30, estado novo, comandado pelo Getúlio Vargas, denominado “morde e assopra”, e qualquer indivíduo que ouse tentar ludibriar a opinião pública ou menosprezar o entendimento do ouvinte está fadado a derrota tácita, implacável e rigorosa, foi o que aconteceu, uma ouvinte ligou para o programa e exigiu que fosse declinado o nome do tal projeto de lei, como também o seu autor, foi aí que caiu a máscara de todos, com a obrigação de informar os autênticos fatos, vejamos:
O Projeto de Lei aprovado é da lavra do deputado estadual Franzé Silva, de nome fibromialgia, uma patologia muito séria, severa e quase que incurável, a ser transformado através da lei como sendo uma deficiência. Tenho convicção que a Assembleia Legislativa derrubará o veto do governador, da mesma forma que o Congresso Nacional derrubou mais de dez vetos do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. É perceptível a hipocrisia do Mauro Eduardo, usou todos os pretextos possíveis para não mencionar o nome do deputado Franzé, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Piauí.
De 10 a 12 de junho o Mauro Eduardo, Secretário para Inclusão da Pessoa com Deficiência do Piauí (Seid), esteve em Nova Iorque para convenção da ONU realizada anualmente, em uma de suas manifestações garantiu que tem um trabalho prestado a esse segmento há mais de 20 anos, reconhece muitas realizações feitas, mas vislumbrando o futuro a muito a ser feito, teve a infelicidade de comparar o início do sucesso da sua gestão com o que existe no continente africano, está muito a quem, segundo ele, lá mata-se crianças ao nascituro identificado com algum tipo de deficiência. Veja só que tipo de deputado teremos com a possível presença desse moço no parlamento. Se fizermos breve questionamento as razões que o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência 28ª Promotoria ousou em arrancar a sinalização sonora edificada na Avenida Frei Serafim, o Mauro Eduardo, desconhece de forma exuberante, como também, o inquérito policial que não apurou a morte do Claudemir Ferreira(deficiente físico), atropelado e morto em uma passagem de pedestre na Av. Cajuína. Se você estiver satisfeito, continue acreditando, parabéns, do contrário, procure outra alternativa.
O Congresso Nacional aprovou a visão de olho único, ou seja, visão monocular, ocorre que há uma rejeição violentíssima por parte da Associação dos Cegos do Piauí, não aceita filiação desses cidadãos e cidadãs a entidade adjetivados de estelionatários. Agora há uma reação do Ministério Público em desfavor da lei, e eu do alto do meu sapato de salto Luiz XV, oriento essas pessoas a irem buscar ou assegurar seus direitos perante a justiça, quem detêm o poder de decisão é o juiz togado, a objeção do Ministério Público é apenas e tão somente parecer, que pode ser derrubado, semelhante a proibição do jogo de futebol Brasil e Bota Fogo de São Paulo, por não haver segundo a 28ª Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência acessibilidade adequada (fato que prejudicou de forma mortal o River Futebol Clube que perdeu a final dentro de casa).
Quero parabenizar o senador Ciro Nogueira, por ter encabeçado a votação dos direitos de animais de prestação de serviços emocionais aos seus tutores em voos brasileiros, reconheço o trabalho extraordinário do relator desse projeto senador Romário de Souza Faria, com muita competência, sensibilidade e responsabilidade aprovou esse importante projeto.
Deixo claro que vivemos um estado democrático de direito, com os poderes constituídos do Brasil em harmonia, os parlamentos nacionais das três esferas de governo eleitos pelo sufrágio do povo são soberanos, autênticos e livres para decidir e aprovar qualquer projeto de lei, desde que sejam reconhecidos pelas comissões temáticas, sendo a principal delas a comissão de constituição e justiça. Os que não aceitarem essa garantia democrática, mude-se para Cuba, China e outros países que tratam pensamento alheio como se fossem amigos do rei em Pasárgada.
Carlos Amorim, Jornalista DRT 2081/PI




