Vaca à bordo de Concorde

Quinze de dezembro de 2025. Rádio e Televisão Meio Norte, por volta das 4h40 da manhã, programa “A voz do Povo”, ancorado por Paulo Gomes Brito, desenvolveu um processo de reminiscência contando suas estórias da época em que era apenas um cobrador do Armazém Paraíba. Mencionou feito dantesco, quando necessitou de desenvolver outra atividade profissional e, por ser amigo do então prefeito Silvio Mendes, foi contemplado com um cargo de pequena importância na Secretaria de Educação do Município.

O que me causa espécie é que esse indivíduo absolutamente desprovido de conhecimento para atuar na Secretaria, mesmo assim, com base em suas próprias declarações, incomodava muito os seus colegas e superiores hierarquicamente em virtude de suas posições ousadas e exímio cobrador e fiscalizador do bom desempenho do corpo docente, gerando antipatias e repúdio de todos, havendo unanimidade de todos para que o mesmo fosse demitido.

Por temerem o seu amigo poderoso, que era o prefeito, o mantiveram por mais de um ano ocupando uma função de modo indevido, culminando na transferência do mesmo para uma creche.

Ao chegar lá, determinou regras rigorosas – a seu ver disciplinando as crianças – na hora das refeições, os adjetivando de “filhos da puta” e os obrigando a colocar os pratos, após as refeições, em tambores localizados no recinto por ele. Declinou, em sua epopeia, que havia um professor “viado”, conversando diariamente no pátio com alunos, com objetivos sexuais e pornográficos.

Seu interesse principal era transar com aqueles alunos, pois todos eram jovens e com um poder de ereção violentíssima. O que é inaceitável é um indivíduo com esse nível de irresponsabilidade ousar contar fatos deploráveis como esses, em um veículo de concessão pública aberto a 6 milhões de ouvintes, com base em suas próprias afirmativas.

É um indivíduo nocivo à informação, propagador de malidicências, mediocridades, ataques à mulher, ao homoafetivo, aos direitos humanos, à pessoa com deficiência e, principalmente, garantias de direitos e à política de gênero de forma inaceitável.

É contumaz em adjetivar idosos como “velhos safados”, “mulher da bunda grande”, “viado preto” e “professor vagabundo” de forma generalizada.

Tenho, ao longo dos anos como ouvinte e profissional da comunicação, na função jornalista e radialista, sido em desfavor desse tipo de postura, levada ao ar de forma criminosa, debochada e desrespeitosa no mais alto grau superlativo que se possa imaginar.

A pergunta que não quer calar é: O veículo mencionado anteriormente admite esse tipo de postura com qual objetivo? Quem o protege de punições severas por parte dos poderes constituídos do Brasil, o incentivando a promover essas estroinices de forma avassaladora?

Existe uma senhora, há decadas com a sua cara no vídeo diariamente, que demonstra ser vigilante, fiscalizadora rigorosa das condutas e critica de forma severa a todas as situações semelhantes a essas que declino nesse texto; com a palavra a sexagenária Cinthia Lages, como também a alta cúpula da direção da TV Meio Norte, pela conivência, negligência e compactuação com toda essa safadeza do geriatra em litígio.

Se o Brasil fosse um país sério, ao menos parecido com a Espanha, esse veículo de comunicação teria sido defenestrado há muito tempo nas suas atuações nefastas.

 

Carlos Amorim – DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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