Nesta quarta feira às 3h30 ouvia um suplemento de clássicos da música popular brasileira na rádio Meio Norte FM, matava o tempo aguardando o horário da programação gospel de uma concorrente, fui surpreendido com o anúncio da “Voz do Povo”, a princípio imaginei que a Dercy Gonçalves havia ressuscitado, em virtude da miscelânea de boçalidade pronunciada pelo Paulo Gomes e Brito, finalmente cheguei a conclusão que eu estava acordadíssimo e não referia-se a pornochanchada produzida pela Colúmbia dos geniais palhaços, Costinha, Oscarito, Zé Trindade e outros, mas na realidade tratava-se de um impostor desqualificado, audacioso e criminoso.
Por volta das 4h40 esse indivíduo desencadeou violentíssimos ataque a honorabilidade do presidente da Câmara Federal do Brasil, deputado Hugo Motta, o qualificando de ladrão, bandido e outros adjetivos pejorativos extensivo aos seus genitores e demais familiares consanguíneos, culminando com a afirmativa indubitável do deputado mencionado: deu para uma “vagabunda” um milhão de reais oriundos dos cofres públicos. Sem a mínima sombra de dúvidas esse mísero desprovido considerando-se inimputável comete aos microfones de uma emissora de rádio difusão concessão pública as mais estúpidas acusações atingindo frontalmente a honra de destacadas autoridades de reconhecimento nacional.
É importante a reação da sociedade e órgãos fiscalizadores para dar um basta nesse tipo de verbalização levada ao conhecimento da opinião pública, em conformidade com a propaganda veiculada, são três milhões de ouvintes, eu particularmente não acredito nessa pesquisa “nuvem de poeira”.
É praxe constante os crimes cometidos no aspecto em desfavor do racismo, direitos humanos, minorias, capacitismo etarismo e garantias ao homoafetivo, ex: velha safada, mulher da bunda grande, rapariga, vagabunda, viado safado, preto cretino etc. Decúbito dorsal escrito como posição quadrúpede e dedo indicador em riste grande e grosso afasta o paciente em realizar o toque retal. Lembro-me do Abelardo Barbosa (o Chacrinha), que cantou em versos e prosas na Tupi, rádio e televisão, rede Globo, TV Rio e outros a tradicional marchinha de carnaval Maria Sapatão, desafio nos dias atuais que essa música e outras tantas sejam veiculadas na radiodifusão do Brasil, entendo haver gigantesca parcimônia por parte dos militantes, organismos e autoridades brasileiras que defendem e protegem as diversas garantias de direitos asseguradas por leis federais exaustivamente debatidas, votadas e aprovadas nas duas casas do Congresso Nacional, sancionada pelo presidente da República e publicada no Diário da União.
Já é hora de haver reação enérgica por parte do Ministério das Comunicações do Brasil, como também, a Procuradoria-Geral da República, para combater esse e outros desatinos que incomodam e enojam as pautas do jornalismo autentico brasileiro. Advogo que sejam severamente punidos os apoiadores que autorizam esse tipo de prosopopeia, embora com a existência de apelos veementes ao vitimismo e ao derrotismo antecipado, ex: eu tinha 25 comerciais, perdi todos para uma mulher loira, bonita, que fez visita ao proprietário de uma rede de padaria, acho que isso é normal, sou um velho faltando três dentes na frente, careca, feio demais, doente e com uma bengala na mão, é lógico que não tenho chance alguma, mas estou satisfeito por ganhar todo mês “mil e quinhentos real”, (fora do texto) Só falta para esse gênio da cultura inútil o prêmio Sharpe com a chancela que não existe mais.
Carlos Amorim, Jornalista DRT 2081/PI



