Rei morto, rei posto

Em janeiro de 2025 através de emissora de rádio Camboriú em Santa Catarina, tomei conhecimento que seria realizado no Brasil um encontro mundial da  pessoa cega e com baixa visão, posteriormente a informação realizei alguns contatos com a emissora que me esclareceu a performasse do extraordinário evento, seria um momento histórico em virtude da presença de representantes de 190 países, fazendo, debatendo e construindo a verdadeira política de acessibilidade implantada em todo planeta terra, principalmente a devastação, destruição e a invasão da tecnologia eletrônica para matar a leitura Braille.

Eu não sou um braillista inveterado, apenas alfabetizado, em virtude que perdi minha visão aos 33 anos de idade há 41 anos, mas entendo que a resistência ao culto desse tipo de leitura para as pessoas cegas está com seus dias marcado para extinção, exemplifico: quantas resmas de papel 40 comportaria todo o escrito da Bíblia Sagrada? Enquanto um minúsculo pendrive consegue graças a tecnologia gravar e reproduzir dezenas de vezes o mesmo conteúdo.

Me interessei de imediato pelos debates que seriam realizados no parque Anhembi-SP com data agendada para abertura dia 1º se setembro a 5 do mesmo mês ano 2025. A parti de então travei uma luta titânica para conseguir recursos para estar presente neste certame. Produzi com meus próprios recursos 81 ofícios, pessoalmente os entreguei em quase todas as entidades, instituições, poderes, autarquias, colégios, clínicas, hospitais etc., em algumas oportunidades conversei com os gestores, possíveis patrocinadores, as conversas me geraram positivas expectativas causadoras de tranquilidade e confiança.

Em maio ao acessar a página do evento o preço da inscrição estava no valor de R$ 460,00(quatrocentos e sessenta reais, a cada dia que aproximava o evento os preços dobravam. Dia 15 de setembro tomei conhecimento oficial que as inscrições haviam encerrado, a essas alturas os contatos com os possíveis patrocinadores foram intensificados por mim sem obter o resultado combinado há 9 meses, cada um apresentava um pretexto diferente, crise, arrocho salarial, queda nos negócios, inflação galopante, impostos estratosféricos e finalmente a infeliz negativa, “não posso contribuir com o senhor dessa vez”.

Está nítido, visível e palpável que a tal politica de acessibilidade de inclusão e integração que propalam, propagam, massificam e divulgam é mera utopia, o que querem na realidade é que essa comunidade de pessoas com algum tipo de deficiência se dane aqui no Piauí, graças a Deus fui reconhecido pelo segmento de comunicação na pessoa do Aroldo Francisco, proprietário da rádio Capital FM 87,7 , segmento de comunicação, colégio Pro Campus, professor Clementino Siqueira, recurso financeiro, segmento hospitalar, hospital Itacor, Dr. Itamar Costa, recurso financeiro, segmento político, vereador Inácio Carvalho, recurso financeiro, servidora  pública estadual, senhora Helena Lima, recurso financeiro, fora do Piauí, baterista do grupo musical Barão Vermelho Guto Goffi, recurso financeiro, portanto estou declinando homens e mulheres que se sensibilizaram com a minha proposta e contribuíram de alguma maneira para a importante missão.

Há 3 dias do evento faltava o mais importante, passagens aéreas, conversei com o empresário Aroldo Francisco, ele entendeu perfeitamente meu apelo e me fez uma pergunta: por que só agora você me procurou? Respondi, eu não queria te ocupar, pois já devo a você muitos favores, ele imediatamente ligou para sua esposa Dra. Jéssica, que estava no Rio Grande do Norte em um evento e pediu que providenciasse a passagem para o dia 1º de setembro, encerrada a ligação ele asseverou, vai dar certo, e na realidade foi positivo além da minha expectativa.

Como não tinha recurso para fazer minha inscrição nas ocasiões anteriores, ao me apresentar a direção do evento me identifiquei solicitando minha credencial como jornalista isento de qualquer taxa, pois seria correspondente da rádio Capital FM de Teresina, a única emissora do Piauí presente em um contingente de quatro mil participantes. Sinto-me realizado na plenitude, quando fiz minha intervenção na última palestra, disse que estava encerrando minha missão em participações de qualquer debate, seminários, congressos etc. voltados a pessoa com algum tipo de deficiência. São 25 anos de muita luta, muito desgaste, muita angustia e muito descompromisso do estado brasileiro, “é muita farinha e pouco ovo”. Tenho que agradecer a Deus e as pessoas sempre presentes comigo nesses momentos de elaboração desses projetos.

Quero reconhecer o trabalho da radialista Mazé Rocha, que deu sua cota de contribuição, muitas das vezes até sacrificando as suas atividades do dia a dia. Segundo fui informado pelo presidente da União Mundial de Cegos(UMC), a credencial que ostento enquanto jornalista tem validade em toda parte do mundo, onde houver a realização desse tipo de evento, anualmente em um país escolhido pela comissão, só retornado ao Brasil em um prazo de 197 anos.

Por ter me destacado bastante em virtude de denúncias que fiz em desfavor do Ministério Público e poder Judiciário do Piauí em um banner de tamanho 90X120, sofri gigantesco assédio dos veículos de comunicação presentes, mandaram imagens para seus países de origem, muitos já eram velhos conhecidos meus em virtude que participei por quatro vezes representado o Piauí na Feira Internacional da Reatech com o projeto da patente “prato e talher adaptado a pessoa com deficiência” assegurado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial(INPI) que foi vergonhosamente prejudicado pela 28ª Promotoria MP-PI.

Através desse histórico estive a convite da Prefeitura Municipal de São Paulo, MASP e FIESP, quando expus na Av. Paulista o banner, admirado, documentado e fotografado pela opinião pública. Estive também visitando o Terraço Itália, local tradicional da capital paulista. Não poderia deixar de reconhecer o extraordinário trabalho de acessibilidade e acompanhamento da pessoa cega em todas as estações do “Metropolitano paulistano”, é um atendimento muito digno, responsável, comprometido na garantia de pessoas com algum tipo de deficiência em suas dependências, em todas as estações existe o apoio de um funcionário para esse tipo de serviço.

Quero deixar claro que não tive nenhum vínculo com a comitiva da diretoria da Acep, que também se fez presente no evento, cito: Luiz Sampaio e sua esposa Ana Cláudia, Francisco das Chagas Costa, Francisca Josefa e Jesuana.

OBS.: Qualquer especulação referente não é verídica.     

Carlos Amorim, Jornalista DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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