Eterna gratidão a minha mãe

Nos anos 60, eu, pré-adolescente transitei nos programas de calouros dos finais de semana promovidos por emissoras de rádio: Difusora localizado a Rua Areolino de Abreu com Simplício Mendes, rádio Clube, clube da AABB Rua treze de maio com Lisandro Nogueira, rádio Pioneira Rua Teodoro Pacheco com Barroso. Meu tempo de calouro finalizou quando minha mãe me internou em um colégio na Cidade de Arari baixada do Mearim-MA, com a bagagem que eu tinha adquirido em Teresina, com muita facilidade tomei conta do serviço de alto-falante da Igreja católica sob o comando do saudoso Pe. Clodomir Brandt e Silva.

Em um curso de eletricista instalador promovido pela Escola Industrial do Maranhão consegui êxito, sendo aprovado com boas notas, ao concluir o ginásio fui cursar em São Luís o científico, paralelamente fazia o curso profissionalizante de radiodifusão na extinta Escola Industrial do Maranhão, ao término do curso em 1971 fui classificado para estagiar na função de rádio escuta desportivo na rádio Timbira, emissora de concessão pública de propriedade do governo do Maranhão, comigo foi para a mesma atividade um deficiente físico “muletante” Antônio Dantas, que meses depois abdicou do rádio para exercer o cargo de promotor de justiça, pois havia sido aprovado.

Lembro-me de uma reunião que os deputados da Assembleia Legislativa se comprometeram apoiar financeiramente os aprovados no curso naquele ano, meu patrono mantenedor foi o deputado Albérico, eu recebia rigorosamente em dia meio salário-mínimo, para isso tinha que preencher uma ficha contendo dados foto (abaixo estou exibindo a mesma com a data 6/4/72, documento reconhecido em um cartório que ficava estabelecido na Av. Magalhães de Almeida, próximo ao Jornal Pequeno, naquele ano ainda não havia a regulamentação da profissão através da Lei nº 6.615 de 16 de dezembro de 1978, portanto sou profissional do rádio muito antes da existência da lei que assegura essa atividade.

Minha irmã escarafunchando um baú da minha mãe que tem 96 anos de idade descobriu a foto que estou me referindo, como também, uma carta que escrevi a minha mãe contando minha vitória informando que estava trabalhando, naquela ocasião, quem tinha a competência e oportunidade de empunhar um microfone de uma emissora era muito bem remunerado, solicitado para atuar como cerimonialista, animador de comícios políticos, eventos escolares e principalmente a festa mais importante da cultura do Maranhão o “Bumba boi”.

Quero agradecer alguns amigos que convivi na cobertura do edifício Bem  Localizado a Rua do Egito,, recebi apoio, carinho, incentivo daqueles monstros da comunicação do Maranhão, Itaporã Bezerra, o apresentador do programa Xeleléu Rui Dourado, como também, Elbert Teixeira, o recordista de audiência no estado do Maranhão em suas tardes com o programa “Alegria na Taba” e Raimundo Coutinho, que  tornou-se apresentador do programa após a saída de Elbert Teixeira.

Veja só como são as coisas e como elas acontecem, jamais imaginei naquele momento de muita alegria, felicidade e realização ao posar naquele estúdio para essa foto que aí está eu pudesse produzir esta matéria 53 anos depois, tenho certeza que nada foi por acaso, quero também deixar bem claro que os dois anos de estágio na rádio Timbira do Maranhão foi uma minúscula caminhada para que eu pudesse chegar onde estou, tive que engolir sapos, cobras e lagartos, mas no pódio mais alto da minha vitória posso plagiar o apóstolo Paulo: “Combati o bom Combate, acabei a carreira, guardei a fé”.

Carlos Amorim, Jornalista DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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