Dia dois de janeiro do corrente ano, fui vítima de golpe de estelionatário dentro de duas agências da Caixa Econômica Federal filial 2004 Areolino de Abreu e filial Conselheiro Saraiva da praça Rio Branco. Me foi subtraído 1.950 reais, cumulando em outros transtornos, como a expedição do novo cartão da conta corrente que tem prazo de 15 dias para chegar em minha residência. Enquanto isso, o saque fica limitado a 1 mil reais em decorrência da ausência do cartão e utilizando a biometria digital.
Registrei boletim de ocorrência no primeiro distrito policial, fui ouvido pela gerência da Caixa Econômica onde sou correntista, todas as providências foram tomadas. O gerente, muito solícito e gentil, fez áudio descrição das imagens envolvendo a ocorrência criminosa.
Ocorre que, o sistema de gravação da Caixa Econômica Federal é simplesmente péssimo. Recebi no dia 9 de janeiro do corrente ano, uma folha de papel A4 com um borrão absolutamente impossível de identificar sequer onde está a cabeça do indivíduo estelionatário em preto e branco.
É importante lembrar que estamos em um momento de evolução de moderníssima tecnologia, entendo que as imagens copiadas naquela folha de papel tratam-se de enganação e ludibriação para enganar bobos. Não concebo que tal documento possa compor um sistema de banco de dados para preservar o correntista como aposentados, pensionistas, idosos e pessoas com algum tipo de deficiência.
Lamentavelmente, os indivíduos criminosos que cometem tais atos são os mesmos. Estive, no dia 9, na agência da Caixa Econômica da Areolino de Abreu e uma senhora que comercializa algum produto na porta da instituição me abordou e falou: “O ladrão que te roubou já está de novo no interior da agência.”
Percebe-se facilmente que eles têm trânsito livre, funcionários os conhecem, inclusive os próprios seguranças, em virtude que são manietados e proibidos de atuarem no hall onde ficam localizados os terminais para saque automático.
Quero aproveitar o ensejo e parabenizar o Banco do Brasil, especificamente a agência Álvaro Mendes, que no passado ostentou a classificação de Banco Central do Piauí, em virtude que após transpor a porta giratória existem dez terminais eletrônicos para movimentação de saque com toda segurança, protegendo o cliente, fato que deveria ser copiado pelas demais agências.
Voltando para a Caixa Econômica, há um compromisso para comigo do ressarcimento dos valores subtraídos da minha conta. Oxalá que esta instituição federal não mije fora do penico, pois serei severo, rigoroso, rígido e ríspido em ir às barras da Justiça Federal, exigindo não apenas a restituição, mas punição exemplar como compensação pelos danos que estou sofrendo, inclusive desgastes emocionais e constrangimento público inaceitável.
Conversei com um advogado amigo meu à respeito do caso e o Dr. Kleber Mendes Pessoa, que já advogou para mim em outras demandas, foi explícito em informar que qualquer ação contra banco é muito difícil, em virtude do poder aquisitivo dessas instituições, como também influências das mais diversificadas que se pode imaginar, com aparato fortíssimo de advogados caríssimos defendendo a causa dos seus constituintes poderosos.
Retruquei ao meu querido amigo: Existe uma Carta Magna de 5 de outubro de 1988, cujos artigos asseguram à todo cidadão brasileiro direitos iguais, portanto, não temo influência qualquer que seja de corruptos e corruptores.
Não posso entender, nem tampouco compreender que essas instituições, sob o comando da Febraban, possam agir de compadrio com qualquer tipo de ladrão, pois entendo que o lugar dessa gente é na cadeia.
Recentemente houve o exame do Enem, cuja redação chamou atenção para garantias da pessoa idosa, perspectivas, expectativas, longevidade e respeitabilidade à esses experientes cidadãos vitimados diariamente pelo crime de etarismo. Com a palavra as instituições que cuidam da fiscalização e administração do Brasil, poderes constituídos, instituições, autarquias, autoridades e sociedade civil organizada.
Quero deixar uma sugestão. Qualquer tipo de evento criminoso que você possa ser submetido não deixe passar em brancas nuvens, vá pessoalmente à um distrito policial e registre o caso que lhe vitimou, para que seja formado um documento fidedigno para identificação da gravidade da criminalidade atuando permanentemente no interior das agências de Teresina e do Piauí de forma impune, havendo a colaboração, omissão, negligência, irresponsabilidade e comodidade de quem deveria combater toda essa bandalheira, mas são os primeiros a colocar mil dificuldades para proteger os meliantes que atuam livremente no mercado.
Carlos Amorim – DRT 2081/PI



