Segunda-feira(2) houve intenso burburinho protagonizado pelo governador Rafael Fonteles, e Wellington Dias, levitando em volta da trama meia dúzia de politiqueiros ávidos por vitória no processo eleitoral que se aproxima. Como sempre, as mesmas cartas marcadas para enganar o gado novo, gado velho e gado doente. A moeda para o engodo foi a distribuição de ambulâncias a serviço da saúde do Piau, através de recursos do governo federal, Ministério da saúde”, mas o “pobre coitado” imagina ser aqueles veículos benesses daquela gente que se acotovelavam e pronunciavam demagógicos discursos de vida nababesca ao eleitorado.
O que me chamou atenção, foi o relato de 20 anos de abnegada prestação de serviços entregue a pessoa com algum tipo de deficiência desenvolvido pelo secretário de estado da inclusão, senhor Mauro Eduardo, candidatíssimo a deputado estadual, segundo o próprio, apoiado pelo governador do estado do Piauí. Emocionado, entusiasmado e exagerado disse estar “explodindo de felicidade” por aquele momento histórico vivenciado. Enquanto isso fazia minhas conjecturas em breve retrospecto da estória contada por aquele serviçal do governo há mais de 20 anos.
Embora eu tenha milhares de questionamentos no quesito omissão, negligencia, descompromisso irresponsabilidade e oportunismo claramente visível a olho nu nos 224 municípios do Piauí e os de forma escandalosa na capital do estado, ex: ausência de sinais sonoros semafóricos ao longo da Av. Frei Serafim, desobediência a Lei Federal 10.098 artigo 9º/2000, como também, ABNT 9.050, carros estacionados sobre as calçadas em desobediência a Lei Federal 5.296 avacalhada de forma humilhante, calçadas sem atenção ao que determina a legislação vigente obrigatória ao nivelamento das mesmas, ruas, Praças e avenidas esburacadas eivadas de crateras, sinalização nas vias públicas como rebaixamento de guia, formação de barreiras arquitetônicas, placas, painéis, toldo fora do que determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, cumulado com outros graves e seríssimos procedimentos, sendo o mais cruel o transporte eficiente que em um passado recente era servido por 19 unidades, caiu para duas, funcionando precariamente para atender a locomoção de pessoas em cadeira de roda que deveriam ser atendidos ao seu ir e vir como determina a Carta Magna brasileira.
Não posso deixar de mencionar o gravíssimo problema do transporte coletivo urbano de Teresina que posso classificar como sendo o pior do Brasil no quesito acessibilidade a inclusão a pessoa com algum tipo de deficiência sem qualquer manifestação por parte da Seid.
Há 20 anos esse secretário frequenta a Associação dos Cegos do Piauí, situado à Rua Beneditinos nº 537, bairro São Pedro, ignorando absolutamente a tragédia estabelecida na via, como esgoto a céu aberto, valas cheia de lama, prejudicando a pessoa cega para a atividade diária na instituição, se faz presente apenas e tão somente nos momentos festivos, ficando até se pronunciar, apresenta alguns pretextos e vai a vida, e até a próxima. Seu grande mote eleitoreiro é a distribuição de credenciais de passes livres, com as mais variadas designações, sempre com o condão de produto de sua lavra pessoal. O grave dessa situação é que absoluta maioria dos beneficiários desse exercício de cidadania por desconhecimento acredita nas bravatas desse moço.
Os agraciados legalmente constituídos por lei das 3 esferas de governo, como por exemplo, aos que detêm fibromialgia, visão monocular e outros, contemplados por legislações específicas que asseguraram essas garantias como pessoas com deficiência e tiveram seus direitos revogados pela Seid através do seu conselho com votações extraordinárias para revogação das leis. Será que os prejudicados de forma vergonhosa e humilhante esquecerão perseguições e mazelas? Para o êxito desse candidato é necessário não haver amor-próprio por parte dessa gente.
Quero concluir esse lembrete apresentando abaixo o atestado de óbito de um deficiente físico de prenome Claudemir, um dos fundadores da Associação dos Deficientes Físicos de Teresina (ADEFT), que foi vítima de atropelamento sobre a faixa de pedestre por um irresponsável, mas pertencente a elite da corja desse estado, permanece impune até a presente data. A pouco tempo em conversa com o Mauro, lhe perguntei: Como ficou o inquérito da morte do Claudemir? A resposta foi rápida, incisiva e curta “foi arquivado”.
O atropelador foi identificado, tem residência física, possui dinheiro, status e currículo familiar invejável para abafar o assassinato que cometeu. Quero deixar bem claro que a cópia do documento abaixo, me foi enviado por um familiar da vítima, desprezada por esse moço que quer ser representante legal da categoria de pessoas com algum tipo de deficiência na Assembleia Legislativa.
O que é cômico se não fosse trágico, é que toda imprensa do Piauí corre atrás desse gênio da cocada preta. Gostaria de saber qual milagre por esse gesto de tanto apoio por parte dos subservientes venais e mercantilistas jornalistas de plantão.
Carlos Amorim – DRT 2081/PI




