Nó na língua

Semana passada os tutores defensores e outros bichos que o valha, se manifestaram perante a opinião pública com muita ênfase ao assegurar suas preocupações em prol da boa qualidade de vida da pessoa com algum tipo de deficiência, no caso específico pessoas em cadeira de rodas, refiro-me ao episódio do tal “transporte eficiente”, que só agora pseudas autoridades, comunicadores, instituições e empresários se deram conta da nefasta prestação de serviço a essas pessoas adjetivadas de “minorias”. Foram encontradas verdadeiras sucatas inservíveis, descartadas em um matagal, embora a entidade de pessoas em cadeira de rodas reclame há muito tempo da ausência da prestação desse serviço.

Ouvi uma entrevista em uma rádio, quando a titular do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência asseverou com todas as letras, palavras e sinônimos que quem “sabe de tudo” é ela, e na realidade o fato em baila seria apenas um espetáculo circense, pois esse tipo de transporte consome dez milhões de reais anual.

Entendo haver cumplicidade, omissão e conivência por todos esses atores, em virtude que foi declinado uma série de providências com sentença em trânsito e julgado, acórdão de todo tipo, aplicação de multas, reuniões, audiências, etc., lamentavelmente essa autoridade que sabe de tudo não demostrou capacidade para resolver o tal problema. Lembro-me que em 2014 o então prefeito de Teresina Firmino Filho, já na eternidade, disponibilizou frota de 22 ônibus 0 km, cujo estado dos mesmos na atualidade é deplorável.

Uma informação oferecida pela promotora arrepiou até cabelo de careca, quando garantiu que as sucatas propensas a recuperação não teriam condições de adentrar locais de moradias da maioria dos beneficiários desse serviço, em virtude de buracos, vias enlameadas absolutamente inacessíveis sem qualquer possibilidade de tráfego de carro no local. Essa declaração é verdadeiramente palhaçada, porque vem de quem teria a obrigação de mover todo aparato necessário para solucionar o problema. (Semelhante ao caso do passaporte, que segundo a autora, falou até com Deus, para que a Polícia Federal removesse o nome analfabeto do documento de uma criança). Quero nessa oportunidade exaltar essa atitude severa, veemente e rigorosa de uma mãe atuante que de fato merece aplauso como reconhecimento pelo feito magnífico.

Há dois meses estive com uma equipe de televisão no estádio Albertão, para uma partida de futebol, lembrei-me que em 2014 por força de liminar quase que uma partida do campeonato nacional foi suspensa, em virtude da buraqueira, como também, um pedaço de rampa não edificada como determinou o agente do MPPI. ´E importante lembrar que esse episódio após as providências cabíveis causou uma derrota estratosférica ao River Atlético Clube, que perdeu o jogo para o Bota Fogo de São Paulo. É mais um episódio que merece palmas pelo empenho apresentado em prol da pessoa com algum tipo de deficiência. Por incrível que pareça o palco dessas demandas continuam sem qualquer alteração positiva até a presente data.

Quero fazer um lembrete: quando forem a imprensa falada, escrita e televisada, lembrem-se de elencar as garantias do decreto federal 5.296/2004, que assegurou 10 anos para que as adaptações estivessem garantidas até 2014. Passaram-se 12 anos, nada aconteceu em conformidade com a determinação da legislação. Não posso aceitar nem tão pouco acreditar que a tal política de acessibilidade propagada, divulgada e massificada no Piauí tenha tido qualquer tipo de evolução ao longo de 25 anos que retornei do Rio de Janeiro para Teresina, capital do lixo.

Em 2005 em uma audiência com a cúpula da Strans, encabeçada pelo Superintendente Ricardo Freitas, no extinto  (Caodec), houve intenso e violento debate com o autor da proposição Carlos Amorim, e o oportunista engenheiro de prenome Douglas, que em concordância como Ricardo Freitas, negou a instalação de sensores antecedendo a sinalização sonora com o seguinte descaso: “Não vou gastar 60 mil reais em cada sinal para proteger vida de cego”. Esse relincho foi aceito pela titular daquele departamento, fato que culminou com minha expulsão do interior do gabinete da “nobre”.

Para não dizer que não falei de flores, o sinal sonoro localizado na Av. Frei Serafim, com Rua Area Leão, foi arrancado pelo MPPI com estúpidos pretextos que naquele local havia travessia em L.

Sou obrigado bater palmas para a música do Erasmo Carlos, pega na mentira.

Carlos Amorim – DRT 2081/PI

Compartilhe nas redes sociais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Post Relacionados Olho de Águia

Jornalista Carlos Amorim
abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Siga essas ideias

SETUT

SEID

TEMISTOCLES FILHO

BÁRBARA DO FIRMINO

RÁDIO TÁXI

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PIAUÍ