Nesta sexta-feira (8) estive na sede do Ministério Público do Estado do Piauí, situado à Rua Lindolfo Monteiro, zona leste. Procurei o Procon para uma demanda referente a direitos do consumidor. Para minha perplexidade, ao adentrar o ambiente tentei localizar o piso tátil com a minha bengala, alguém me abordou perguntando o que eu estava tateando. Informei ao curioso que queria localizar o tal piso tátil. A resposta veio como um raio: “aqui não existe esse tipo de ‘guia’. Imediatamente, uma pessoa que se identificou apenas como segurança, me prestou o auxílio devido, me orientando para o atendente.
O que me causa espécie são os agentes do Ministério Público em suas declarações enquanto entrevistados, levadas ao conhecimento da opinião pública. Tem apenas um conceito a este tipo de embuste, facilmente identificável por mim, como também, denunciado há décadas. O objetivo principal desses propagandistas da mentira é auferir elogios indevidos a si próprios, demonstrando e apresentando trabalhos em prol da política de acessibilidade vigente no Brasil, que jamais são implementados, culminando com o desrespeito brutal às legislações das três esferas de governo. Cito algumas: Lei Federal 10.098, artigo nono; Decreto Federal 5.296/2004; Associação Brasileira de Normas Técnicas 9.050, e outras.
Por incrível que pareça, aquele velho adágio está atualíssimo perante o MPPI: “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”. De forma fatídica e inaceitável, eu, ao tomar conhecimento desses fatos tenho ânsia de vômito e dores de parto, pois sou vítima há bastante tempo de perseguições por parte dessa instituição, em virtude de não poder calar-me perante todas essas atrocidades. O que é cômico se não fosse drástico, severo e humilhante, são os discursos realizados em eventos em todo o Brasil, pedindo aplausos para si, colocando-se como tutores, defensores e proprietários do contingente de pessoas com algum tipo de deficiência no estado do Piauí. Quem não conhece as entranhas, as farsas e as omissões acredita piamente nesses que fazem o papel de salvadores da pátria.
Como sou comunicador investigativo, com muito orgulho, quero deixar bem claro aos incomodados que não temo represália, nem tampouco medo de voo de galinha, pois elas não têm sustentação em suas tentativas. Fui despertado na manhã de hoje, sexta-feira, com todos os veículos de comunicação do Piauí manchetando duas bombas de nitroglicerina pura. A primeira é a defesa severíssima da vereadora Tatiana; a segunda, também referente a defesa, é do senador Ciro Nogueira, que constituiu um dos melhores advogados do mundo, o jurista conhecidíssimo por Kakay.
Lamentavelmente, eu não tenho recursos financeiros para contratar bancadas de advogados com todo esse gabarito, competência, conhecimento e respeitabilidade perante as cortes de Justiça do Brasil. Faço uma observação: nos processos em que sou réu, não tive direito a defesa, fui julgado a revelia. Os atestados médicos que ajuizei aos processos para dilação de prazos foram desrespeitados de forma vil, e as audiências realizadas sem a minha presença, com um agravante: advogada que defende uma das partes declarou em juízo que eu sou contumaz em promover pretextos para provocar prescrições de prazos. Quando tomei conhecimento dessas cretinas e inverídicas injustiças, lembrei-me do ex-governador do Piauí, Mão Santa: “a ignorância é audaciosa, principalmente na ausência da vítima”.
Carlos Amorim – DRT 2081 – PI



