O que funciona no Brasil? Na realidade nada, se observamos com atenção, verificamos absoluta ausência dos poderes, instituições, autarquias, secretarias e outros.
Há 3 meses tenho desenvolvido no exercício de minha cidadania algumas manifestações junto ao MP-PI, localizado à Av. Lindolfo Monteiro, zona leste de Teresina. Para meu desencanto, constrangimento, inquietação, vergonha e decepção os espaços adjacentes desta instituição de fato merece atenção por parte de seus comandantes, principalmente no quesito política de inclusão e acessibilidade, iniciando em um posto de gasolina na esquina da Av. N. Senhora de Fátima com Lindolfo Monteiro, percebe-se um tumulto de veículos estacionados sobre as calçadas.
Na frente do prédio do MP-PI não é diferente, cumulado com água estagnada e buracos de todos os tamanhos, ao adentrar os dois estabelecimentos vem a primeira degradação, não há uma única pessoa contratada para auxiliar pessoa com algum tipo de deficiência. O piso tátil tão propagado por essas autoridades é uma mentira, não existe nem para remédio.
Certa ocasião uma atendente do Procon me entregou uma senha, perguntei se estava em leitura Braille, ela simplesmente respondeu que não sabia do que eu estava falando, portanto eles colocam qualquer um, sem o mínimo treinamento, sem capacitação profissional e sem a mínima orientação para um atendimento inclusivo à pessoa com deficiência. Fiquei por uma hora e meia aguardando por uma tal prioridade que não veio, me indignei e fui ter com o corregedor no 4º andar, o qual muito gentil, atencioso e solícito revelou não ter conhecimento do fato até aquele momento, apertou minha mão, me agradeceu e mandou uma pessoa me acompanhar para o atendimento no Procon que foi imediato sem obrigação de reconhecer a eficácia da intervenção e agradecer a resolutividade promovida por aquela autoridade. Oxalá que esse evento doravante seja prática diária de todas as promotorias.
O serviço de transporte na capital do Piauí é uma desgraça, sem que haja qualquer interferência dos poderes, estado e município. Os operadores desse sistema em sua absoluta maioria são vítimas do descompromisso, irresponsabilidade de quem comanda o carcomido processo. A pergunta que não quer calar: onde são realizados, qual instituição treina esse pessoal no quesito política de acessibilidade vigente no Brasil de garantias de direitos a pessoa com deficiência? Se você atentar para esse detalhe se decepcionará de forma estarrecedora.
A Strans é uma praga, o Sest Senat perdeu suas funções, o departamento de diretores lojistas não tem nenhum interesse de educar, informar, e conscientizar seus operadores que atuam no comércio da cidade.
O sistema de atendimento médico com raríssimas exceções é outra vergonha generalizada. Eu estava fazendo cadastro em uma clínica, após a concretização a moça informou que o atendimento era por ordem de chegada, retruquei informando a orientação de prioridade, preferência e primazia, ela simplesmente asseverou: nós não trabalhamos com esses produtos aqui, fui obrigado engolir a seco aquela boçalidade, pois percebi que aquela senhora também como eu, somos vítimas desse sistema perverso de inclusão, em virtude da ausência de punição severa aos protagonistas dessa indecência. Considerei mentalmente aquela pobre jovem como sendo uma “égua recusando saborear um pão de ló”.
Em decorrência dessas minhas atitudes observadoras, fiscalizadoras e denunciadoras sou processado por várias vezes com condenações injustas, cíveis e criminais por quem ganha muito dinheiro para realizar o faz de contas com sucesso. Vou declinar um exemplo dessas injustiças: percebo mensalmente como aposentado pelo INSS cinco mil reais, mas tenho uma condenação para pagar uma indenização de setenta mil reais a um membro do MP-PI por injúria, havendo outras sentenças indecorosas como uma que impõe censura absoluta a minha atividade diária enquanto jornalista, 44 matérias foram retiradas do site “olhardeáguia.com.br” por imposição do Ministério Público, como também da justiça nossa de cada dia.
Só posso imaginar que o ex-presidente José Sarney, ao indeferir o pedido do seu filho Fernando Sarney, para proibir jornais de grande circulação de São Paulo a mencionar o escândalo da investigação da Polícia Federal do Maranhão denominada de “boi barrica”. Gostaria de perguntar se eu vou esperar em berço esplêndido o meu pai ressuscitar e se eleger presidente da república para interferir nesse tipo de molecagem que me envolveram.
O meu trabalho sempre foi em favor da coletividade, lamentavelmente todas as provas que me são favoráveis ao contraditório foram suprimidas e negadas por dois argumentos chulos do autor, esses documentos em virtude do tempo não existem mais, foram deletados, outra constante, declina ter sido denunciada em todas as instâncias fiscalizadoras do MP-PI, todas foram arquivadas, o importante não é dito, as tais denúncias foram investigadas ou caíram no rol corporativista com aquele velho adágio, “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”.
Nessa quarta-feira (23) 8 h um caminhão limpa-fossa estacionado no ponto de ônibus nº 4, local de parada da linha 401-Universidade obstruindo toda a parada de ônibus, barulho ensurdecedor de um carro velho com muita fuligem, fumaça e uma mangueira imensa espalhando fezes por toda Praça da Bandeira. Parabéns ao Dr Sílvio |Mendes, prefeito da província de Teresina
OBS. Bye bye Brasil, película do cineasta Cacá Diegues.
Carlos Amorim – DRT 2081/PI


