Fui proibido de votar no 22

Em 1982 votei pela primeira vez para presidente da República do Brasil para eleger Leonel de Moura Brizola, governador do RJ, daí em diante cumpri essa obrigação cívica até 04 de outubro de 2024, quando foi eleito Dr. Sílvio Mendes, tornando-se o pior prefeito do Brasil.

Em 4 de outubro de 2026 aos meus 75 anos de idade fui ao local de votação 2ª zona, seção 66 e me deparei com uma das maiores irresponsabilidades protagonizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Teresina, quando um dos mesários informou que o meu título estava suspenso, significando dizer que eu não poderia votar, o motivo não me foi informado, apenas como consolo, que eu deveria resolver o problema junto ao cartório do TRE ou no aplicativo. Esse “detalhezinho” me causou terríveis constrangimentos e humilhações ao meu exercício de cidadania ao voto, entendo ato criminoso inominável com gigantesca dose de descompromisso para o contribuinte.

Sou pessoa com deficiência visual, ao longo do período da redemocratização do Brasil militei muito forte para o restabelecimento de direitos e liberdade aos brasileiros naquelas memoráveis manifestações em prol desse processo eleitoral que temos hoje no Brasil, vergonhoso, humilhante e mentiroso.

A data mencionada por mim é um ponto final ao meu direito de voto, enquanto vida eu tiver jamais porei meus pés em um setor de votação para esse objetivo. Estou ignorando de forma absoluta o TRE-PI, como também, a farsa dessa instituição levada ao conhecimento da opinião pública como se fosse exemplo para o mundo. Como dever de responsabilidade reconheço a tecnologia avançadíssima, as urnas eletrônicas, mas o processo administrativo e executivo das autoridades do segmento ainda merecem reajustes, compromissos, dignidade, responsabilidade e seriedade. Entendo a legislação vigente no Brasil de garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiência uma verdadeira enganação em todos os parâmetros que são formulados a um atendimento nobre dessa comunidade.

Quero fazer um apelo ao Congresso Nacional, que reaja a esse processo de exclusão, retaliação, represália e outras situações em desfavor da pessoa com algum tipo de deficiência. A tecnologia existente no Brasil é suficientemente capaz de evitar qualquer tipo de procedimento danoso de forma antecipada, ou seja, os computadores de forma precoce ao detectar qualquer tipo de licitude, arbitrariedade e outros, deveria comunicar o fato às vítimas para evitar esse tipo de situação criminosa, vexatória e depreciativa. Temos ao alcance do TRE gigantesco aparato que deveriam ser usados para debelar essas falhas inaceitáveis, cito: telefone, Whats App, e-mail e outros, ao alcance de nossas mãos.

Que o Brasil se recupere no quesito de incluir o povo brasileiro como matéria-prima para o desenvolvimento dessa nação, jamais a utilização de sensacionalismos com presenças diárias na mídia de todas as formas para auferirem vantagens fora de suas atribuições legais, profissionais e funcionais.

Tivemos em alguns estados do Brasil eleitos condenados por crimes hediondos, tenho convicção que não foram alijados aos seus direitos ao voto, como também, serão diplomados pelo próprio poder que administra as eleições com todas as pompas que se possa imaginar, fechando os olhos para o terrível crime de compras de votos ocorridos no processo eleitoral 2026. Pense nisso enquanto há tempo.

Carlos Amorim – DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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