Fui abordado por um beneficiário do INSS, informando que teve seu pedido de auxílio-doença negado pelo perito da instituição, os primeiros 15 dias de afastamento do trabalho, em conformidade com o laudo médico, foram pagos pela empresa que ele presta serviço. Como é determinado pela previdência social, desse passo para frente é de responsabilidade da autarquia previdenciária, lamentavelmente a roda grande está se comprimindo dentro da “pequena”.
O que é hilário, cômico, vexatório e humilhante é a forma como é tratado o assegurado do INSS, esse moço teve o infortúnio de ter o seu pedido indeferido sem ao menos ter feito a perícia como demostrava a documentação em mãos do segurado. Para não cometer injustiça em meus comentários, denúncias e reclamações fui ao posto do INSS centro, localizado à Rua Rui Barbosa, local específico para perícias, como não poderia ser fui bloqueado na entrada, se quer o despreparado segurança abriu a porta para me atender, criou uma séria de obstáculos, pretextos, evasivas, estória de carochinha cumulado com muita mentira, após ter me identificado com a cédula da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas, apenas fui direcionado para ter com a administração localizado na parte da frente do prédio à Rua Areolino de Abreu.
Segui a orientação destrambelhada do inútil porteiro, também não consegui romper os intransponíveis obstáculos, os tais “decepcionistas” foram mau educados, intransponíveis e truculentos, uma senhora de forma ousada declarou em alto e bom tom: “moço aqui não tem ninguém, ninguém trabalha mais aqui, estão todos em Home office em suas casas ou em escritórios em outros lugares”. Insisti com aquela minha peculiar resistência por dez minutos, sempre atento, observando as reclamações, indignações e inquietações das outras pessoas.
Cheguei a conclusão que ali é caso de polícia, muita cadeia, cumulado com processos cíveis e criminais, como punição a estupidez e desvalorização pelo contribuinte que mantém o emprego e salário daqueles “calhordas” que são custeados pelo contribuinte. Para amenizar a situação, o que deve ser feito de forma imediata, é a criação de espaços para que o assegurado do INSS seja recepcionado com responsabilidade, dignidade e o máximo respeito possível ao exercício de cidadania, jamais a permanência do que existe, quem paga a conta fica do lado de fora por horas, sofrendo as intempéries naturais e angústias inaceitáveis por conta de muita irresponsabilidade das instituições, poderes e entidades de fiscalização a prestação de serviço ao consumidor.
No campo da pessoa com deficiência, o descalabro é estúpido, percebe-se nitidamente a ausência de capacitação profissional, são colocados para ocupar os cargos, indivíduos absolutamente inexpressíveis e despreparados, lamentavelmente o INSS de cada dia descamba a uma derrocada drástica e irrecuperável. O que estou declinando, declarando, informando e denunciando, ocorreu comigo, imaginem o cidadão simples, humilde, ignorante, desempregado, doente, faminto e amedrontado, como pode se sentir esse tipo de gente para absorver toda aquela pressão negativa de incompetentes e insensíveis pseudos servidores?
Com a palavra a Procuradoria-Geral da República e o cacete da Polícia Federal do Brasil. Vou plagiar o Amadeu Campos, “Pobre sofre, principalmente o que está morrendo de fome”.
Carlos Amorim – DRT 2081/PI



