Só acredito vendo

Nesta quarta-feira 17, me deparei com o presidente do Sindicato dos Motoristas do Piauí ocupando todos os espaços midiáticos para anunciar uma greve de sua categoria. Lamentável, sob todos os aspectos, é o período e a data acordada entre seus pares para promover tamanha ignomínia, quando a humanidade está em preparativos para as festas de natal e ano novo atrapalhando, de forma inconveniente, o processo de compras da população.

Temos o Transporte Coletivo Urbano de Teresina classificado como o pior do Brasil; veículos sucateados e velhos, motoristas desprovidos de conhecimento legal para suas atividades profissionais. Cito direitos humanos, estatuto da pessoa idosa, garantias de pessoas com algum tipo de deficiência asseguradas por vastíssima legislações das três esferas de governo.

Não ouvi sequer uma única vírgula pronunciada pelo presidente do sindicato, no seu chororô protagonizado na imprensa, sobre aquele que é mais prejudicado que é o usuário desse sistema, que amarga uma, duas, três horas aguardando nos pontos de ônibus em um sonho de chegar em casa para o descanso após um exaustivo dia de trabalho.

Não percebi sequer uma única vírgula, no que se refere ao processo de educação dos profissionais desse sistema, no quesito respeitabilidade necessária ao contribuinte. Por exemplo, não é sequer razoável o motorista de ônibus retrucar à um pedido de informação de uma passageira com os seguintes modos: “Você é muito velha, não pode andar sozinha. É de bom alvitre que a senhora procure um ajudante, pois eu não sou babá de velha.”

Está aí um exemplo tácito dos crimes que ocorrem todos os dias no interior dos ônibus que compõem os consórcios criados pelo sistema público municipal.

Deixo uma pergunta aos experts, especialistas e empresários do sistema: Há ausência de câmera no interior desses veículos, como determina o código de postura da cidade?

Na minha avaliação, uma série de instituições e poderes são cúmplices e co-autores da falta de respeito que sofrem os menos favorecidos e excluídos da sociedade teresinense. Refiro-me ao Ministério Público do Estado do Piauí e às devidas promotorias, que deveriam cuidar e combater as posturas nefastas e vergonhosas que são submetidas os comportamentos criminosos desses calhordas.

O presidente do sindicato fez questão de deixar bem claro que estava muito indignado com a ausência de responsabilidade para com o trabalhador que, até a presente data, não cumpriu com o que a legislação determina.

Entendo que a função do presidente vai muito além do que ele enfatizou e defendeu com muita garra, veemência e insistência. A outra parte primordial e importante ele se esqueceu para sempre e enterrou em uma cova profunda de um cemitério qualquer, localizado em um gueto da periferia.

O prefeito Silvio Mendes tem que rever a dotação orçamentária mensal no valor de 6 milhões de reais para esse sistema, em virtude de que não há uma fiscalização do destino dessa massa monetária. Com a palavra, o Estado Democrático de Direito que, por sua própria vontade e no exercício de suas atividades, tome providência dessa visível evasão de divisas.

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Jornalista Carlos Amorim
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