Caetano Veloso podres poderes

Nesta data, 8 de janeiro de 2026, fui torpedeado por intensa manifestação das mais destacadas autoridades da República Federativa do Brasil, inclusive o veemente discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, regozijando-se, teve o despautério de asseverar que os autores do possível golpe aplicado contra as instituições democráticas brasileiras, foram debelados e punidos severamente, sendo o processo de garantia da nossa Carta Magna respeitado no mais alto grau superlativo, direito de ampla defesa, presunção da inocência o devido processo legal e direito ao contraditório.

Lamentavelmente, foi visível e veiculado amiúde pela imprensa brasileira que apenas um ministro funcionou como carcereiro, justiceiro, delegado investigativo, promotor público e julgador implacável dos tais atos antidemocráticos. É aquilo que no adágio popular conhecemos como ‘pau pra toda obra’.

Portanto, não posso sequer imaginar que o lero-lero do presidente da república tenha qualquer juízo de valor. Lembro-me que, em um discurso acalorado, o presidente Lula declinou que se elegeu presidente do Brasil para “F” o Bolsonaro, portanto, um comportamento nesse nível é verdadeiramente contraditório ao seu discurso pronunciado nas comemorações de aniversário de um ano do pseudo golpe de estado.

Tenho 74 anos de idade. Em 31 de março de 1964, testemunhei aos meus 13 anos, quando me deparei, ao transitar na calçada da Assembléia Legislativa do Piauí, na ocasião funcionava na praça Marechal Deodoro da Fonseca, ao lado do prédio que funcionava a extinta Escola Normal Antonino Freire, alguns deputados sendo retirados da Casa Legislativa presos pelo exército brasileiro amarrados, algemados, atirados no chão de jeepe e outra viaturas que conduziram os mesmos para a CR, que ficava localizada ao lado da Maçonaria Grão Mestre de Teresina.

É importante informar que os militares estavam fortemente armados, com metralhadoras, fuzis e pistolas, havendo como acessório de tortura cacetetes e outros aparatos que faziam tremer até mesmo o bandido Lampião e Maria Bonita, se estivessem no local.

Absolutamente contrário ao que se propagandeia, divulga e massifica a opinião pública o tal golpe de 8 de janeiro de 2023 na esplanada dos ministérios em Brasília.

Entendo, de forma amistosa com base em comentários e vídeos que foram amplamente divulgados pela imprensa, que o que houve na realidade foi vandalismo de incautos, ignorantes, desocupados, famintos, influenciados por terceiros como massa de manobra.

Não posso compreender 17 anos de cadeia a que foi condenada uma mulher pobre, humilde, mãe de família que, ao acompanhar o oba-oba, pintou com batom a estátua da justiça. Enquanto isso, muitos bandidos perigosíssimos e promotores de crimes inaceitáveis são libertados e saem dos presídios pela porta da frente com alvarás emitidos por membros do poder judiciário superior do Brasil.

Como estamos em ano eleitoral, é importante que o cidadão brasileiro, ao escolher seus representantes nas três esferas de governo, tenha a competência, responsabilidade, dignidade e sapiência para decidir o sufrágio do seu voto em prol do Brasil.

 

Carlos Amorim – DRT 2081/PI

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Jornalista Carlos Amorim
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